“Tudo bem, tudo bem, tudo bem, pare de chorar. - ela repetia sem parar. Me colocava em seu colo, e balançava suavimente de um lado para o outro. E aquilo era melhor que remedio ou bandeide, tinha poder curativo. Minha mãe sempre foi assim, cuidadosa. Tanto na forme de tratar os filhos, quanto nas palavras e atitudes. Não por medo ou algo do tipo, mas por saber que tudo antes de ser feito, tem que ser muito bem pensado. Sente-se aqui, vamos conversar. - ela dizia com um sorriso amoroso no rosto. Fomos, somos, seremos, sempre amigas. Na hora de dormir, pareciamos menininhas fofocando sobre maquiagens, roupas ou até mesmo garotos. Sem pudores ou meias palavras, era tudo dito, escrachado. Ela me faz bem, me faz sorrir. Como eu digo: Ela é a minha consciência !. Qual melhor amiga poderia ser melhor do que a minha mãe?. Eu sempre estarei aqui ! - ela pegava na minha mão e me abraçava. Me confortava, me amava. Como eu já disse lá em cima, mãe tem poder curativo. Te acalma, te segura, te dá o porto, a mão. Ô que sorte que eu tive ! Que nem eu sempre digo: A MELHOR MÃE DO MUNDO, É A MINHA!”
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(Isabela Dias)
Dedicado a minha heroína, amiga, mãe.
Adriana Dias, eu te amo muito!
“E todas aquelas palavras meio explicadas, já não faziam mais sentindo na minha cabeça. Talvez as palavras só sirvam pra isso mesmo, confundir mais. Mas ai ele começou a dizer novamente, amor, amor, amor. Não tinha sentindo. Ou talvez tinha. Ou não. Já não sabia de mais nada. E quando dei de cara com aqueles olhos grandes e brilhantes, foi ai que eu entendi. Que na verdade não era para entender, engraçado isso né ? Entendi o que não se entende. Mas eu acho que o amor é isso : não entender e sim sentir.”
— (Isabela Dias)